O BAILE DOS MORTOS: Conta-se que na região dos Campos Gerais, onde hoje se localiza a cidade de Arapoti, havia uma fazenda por nome Fazenda Esperança. Certa noite passava por lá um vaqueiro e, no silêncio, ouvia ao longe sons que pareciam ser de um baile. Há dias longe de casa, e com vontade de “arrastar o pé”, apurou o trote do seu cavalo. E quanto mais rápido cavalgava, mais nítido se tornava o som da música. Porém, não identificava de que lado o som vinha. Cavalgou, cavalgou, cavalgou... e depois de muito tempo, encontrou apenas um velho rancho de pau-a-pique, onde morava um velho senhor. Apeando de seu cavalo aproximou-se do ranchinho, e lá de dentro uma voz rouca e cansada convidou o cavaleiro a entrar. O vaqueiro entrou, e convidado pelo velho, assentou-se à beira do fogão de lenha. Não tardou para que, no meio da conversa, o vaqueiro comentasse com o velho sobre a música de baile que tinha ouvido mas não localizado. Foi então que o velho senhor lhe narrou o acontecido. Há muitos anos atrás, a cada passagem de ano fazia-se, numa das fazendas, uma grande festa de gala para comemorar a chegada do Ano Novo. Reuniam-se todos os vizinhos e até pessoas de localidades próximas. Num desses bailes, porém, houve uma grande briga onde muitos dos que se encontravam ali acabaram morrendo. Daquele dia em diante, conta-se, que a alma dos que morreram nunca mais pararam o baile. E, assim, até hoje ouve-se a música do Baile dos Mortos.
LENDA DA MULHER CORUJA
A LENDA DA MULHER CORUJA: Os Armazéns, as Vendas, os Secos e Molhados, os Bolichos, ou qual quer que fosse a denominação para os pequenos estabelecimentos comerciais, fizeram parte do início da história de colonização e povoamento de diversos municípios paranaenses. Conta-se que numa dessas cidades, Ipiranga, havia um casal que era proprietário de um Armazém. Mantinham o seu estabelecimento dentro da normalidade, até chegar o dia a partir do qual começaram a ouvir barulhos vindos do Armazém. No outro dia, o encontravam todo bagunçado, e com doces e sabão comidos. E isso voltava a se repetir com frequência. Numa certa noite, ao ouvirem o barulho novamente, criaram coragem que até então não tinham, pegaram um velho lampião de querosene e foram até o armazém para ver o que estava acontecendo. Imaginavam encontrar ratos, raposa, algum cachorro esfomeado... mas qual não foi a surpresa quando avistaram nada mais nada menos que uma coruja. Mas não era uma coruja qualquer, era uma CORUJA! En...

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