A ÁRVORE DA MORTE
As obrages tiveram papel muito importante no processo de exploração do Oeste do Paraná, especialmente das localidades às margens do Rio Paraná. E tem-se por consenso o perfil extremamente violento dos obrageiros.
Conta-se, em diversos municípios do oeste do Paraná, que havia um argentino que vivia nas barrancas do Rio Paraná, explorador de uma extensão de terras na atual região de Itaipulândia. Este, contratava apenas homens solteiros para o trabalho.
Como o trabalho era forçado e muito exaustivo, muitos deles não suportavam e “pediam a conta” para irem embora da propriedade. O argentino gentilmente “fazia o acerto” pagando ao funcionário todos os seus honorários. Assim que saía do local, o obrageiro mandavam capangas executarem o ex empregado, enforcando-o numa determinada árvore e pegando de volta todo o seu dinheiro. Não bastasse, todos os mortos tinham seu nome entalhado na árvore.
A LENDA DO CAVALO PETIÇO
O PETIÇO: Conta-se que na região de Carambeí, havia um cavalo bem pequeno, do tipo Petiço. Mesmo sendo pequeno e cabeçudo, era extremamente dócil, bem domado e inteligente. Contam os antigos que ele se destacava no sítio onde vivia. Lá, após a ordenha, os funcionários colocavam latões de leite na carroça, e o Petiço levava sozinho até à fábrica de queijos. Nem de cocheiro precisava. Ia sozinho. Chegando, até manobrava a carroça para que encostasse direito na entrada e pudessem descarregar. Os funcionários da fábrica de queijo descarregavam o leite, esvaziavam os latões e os colocavam limpinhos de volta na carroça. Bastava o comando, e o cavalo retomava o seu caminho de volta ao sítio. Lá, do mesmo jeito, manobrava a carroça sozinho e encostava. Dava um belo relincho para avisar, e pedir que alguém viesse livra-lo das rédeas. Há quem diga que, se demorassem, ele mesmo dava um jeitinho de se desvencilhar, e corria pro pasto.

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