LENDA DA MULHER CORUJA

A LENDA DA MULHER CORUJA: Os Armazéns, as Vendas, os Secos e Molhados, os Bolichos, ou qual quer que fosse a denominação para os pequenos estabelecimentos comerciais, fizeram parte do início da história de colonização e povoamento de diversos municípios paranaenses. Conta-se que numa dessas cidades, Ipiranga, havia um casal que era proprietário de um Armazém. Mantinham o seu estabelecimento dentro da normalidade, até chegar o dia a partir do qual começaram a ouvir barulhos vindos do Armazém. No outro dia, o encontravam todo bagunçado, e com doces e sabão comidos. E isso voltava a se repetir com frequência. Numa certa noite, ao ouvirem o barulho novamente, criaram coragem que até então não tinham, pegaram um velho lampião de querosene e foram até o armazém para ver o que estava acontecendo. Imaginavam encontrar ratos, raposa, algum cachorro esfomeado... mas qual não foi a surpresa quando avistaram nada mais nada menos que uma coruja. Mas não era uma coruja qualquer, era uma CORUJA! Enorme, do tamanho de uma pessoa, devorando doces e sabão. Com o susto, a coruja transformou-se em uma mulher, por sinal vizinha do armazém. Espantados e ao mesmo tempo curiosos, os donos do armazém perguntaram o que acontecia. A mulher coruja disse então que era vítima de uma maldição, ao se casar de branco sem ser digna. Pediu então ao casal que não contasse o segredo a ninguém, e prometeu que não voltaria mais a incomoda-los.

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