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Mostrando postagens de agosto, 2021
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O BAILE DOS MORTOS: Conta-se que na região dos Campos Gerais, onde hoje se localiza a cidade de Arapoti, havia uma fazenda por nome Fazenda Esperança. Certa noite passava por lá um vaqueiro e, no silêncio, ouvia ao longe sons que pareciam ser de um baile. Há dias longe de casa, e com vontade de “arrastar o pé”, apurou o trote do seu cavalo. E quanto mais rápido cavalgava, mais nítido se tornava o som da música. Porém, não identificava de que lado o som vinha. Cavalgou, cavalgou, cavalgou... e depois de muito tempo, encontrou apenas um velho rancho de pau-a-pique, onde morava um velho senhor. Apeando de seu cavalo aproximou-se do ranchinho, e lá de dentro uma voz rouca e cansada convidou o cavaleiro a entrar. O vaqueiro entrou, e convidado pelo velho, assentou-se à beira do fogão de lenha. Não tardou para que, no meio da conversa, o vaqueiro comentasse com o velho sobre a música de baile que tinha ouvido mas não localizado. Foi então que o velho senhor lhe narrou o acontecido. Há muito...

LENDA DA MULHER CORUJA

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A LENDA DA MULHER CORUJA: Os Armazéns, as Vendas, os Secos e Molhados, os Bolichos, ou qual quer que fosse a denominação para os pequenos estabelecimentos comerciais, fizeram parte do início da história de colonização e povoamento de diversos municípios paranaenses. Conta-se que numa dessas cidades, Ipiranga, havia um casal que era proprietário de um Armazém. Mantinham o seu estabelecimento dentro da normalidade, até chegar o dia a partir do qual começaram a ouvir barulhos vindos do Armazém. No outro dia, o encontravam todo bagunçado, e com doces e sabão comidos. E isso voltava a se repetir com frequência. Numa certa noite, ao ouvirem o barulho novamente, criaram coragem que até então não tinham, pegaram um velho lampião de querosene e foram até o armazém para ver o que estava acontecendo. Imaginavam encontrar ratos, raposa, algum cachorro esfomeado... mas qual não foi a surpresa quando avistaram nada mais nada menos que uma coruja. Mas não era uma coruja qualquer, era uma CORUJA! En...

A LENDA DO CAVALO PETIÇO

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O PETIÇO: Conta-se que na região de Carambeí, havia um cavalo bem pequeno, do tipo Petiço. Mesmo sendo pequeno e cabeçudo, era extremamente dócil, bem domado e inteligente. Contam os antigos que ele se destacava no sítio onde vivia. Lá, após a ordenha, os funcionários colocavam latões de leite na carroça, e o Petiço levava sozinho até à fábrica de queijos. Nem de cocheiro precisava. Ia sozinho. Chegando, até manobrava a carroça para que encostasse direito na entrada e pudessem descarregar. Os funcionários da fábrica de queijo descarregavam o leite, esvaziavam os latões e os colocavam limpinhos de volta na carroça. Bastava o comando, e o cavalo retomava o seu caminho de volta ao sítio. Lá, do mesmo jeito, manobrava a carroça sozinho e encostava. Dava um belo relincho para avisar, e pedir que alguém viesse livra-lo das rédeas. Há quem diga que, se demorassem, ele mesmo dava um jeitinho de se desvencilhar, e corria pro pasto.
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A ÁRVORE DA MORTE As obrages tiveram papel muito importante no processo de exploração do Oeste do Paraná, especialmente das localidades às margens do Rio Paraná. E tem-se por consenso o perfil extremamente violento dos obrageiros. Conta-se, em diversos municípios do oeste do Paraná, que havia um argentino que vivia nas barrancas do Rio Paraná, explorador de uma extensão de terras na atual região de Itaipulândia. Este, contratava apenas homens solteiros para o trabalho. Como o trabalho era forçado e muito exaustivo, muitos deles não suportavam e “pediam a conta” para irem embora da propriedade. O argentino gentilmente “fazia o acerto” pagando ao funcionário todos os seus honorários. Assim que saía do local, o obrageiro mandavam capangas executarem o ex empregado, enforcando-o numa determinada árvore e pegando de volta todo o seu dinheiro. Não bastasse, todos os mortos tinham seu nome entalhado na árvore.